segunda-feira, 19 de maio de 2008

Atitudes fazem a diferença

Na prática de Yoga, você deverá ficar bem consigo mesmo. Ao se sentir bem, completo, você terá algo de bom para dar, que é o seu bom astral. Quando em Yoga se diz que uma pessoa está iluminada, significa que ela está nesse estado de espírito, de completude.

Os exercícios de Yoga têm o propósito de levar a esse estado de felicidade. E tudo começa com as nossas atitudes diante da realidade, do mundo social. Basicamente, são quatro as atitudes. Em primeiro lugar, devemos saber onde estamos, ter um sentido de orientação, de ordenamento. Procuramos perceber onde estamos para nos posicionarmos. Essa atitude está associada a todos os exercícios em que nos alongamos na vertical ou deitados; nós alinhamos a coluna vertebral, os ossos.

A segunda atitude é a de tomada de consciência. Está associada aos exercícios preparatórios para a meditação, em que nos voltamos para dentro de nós mesmos, tomamos consciência da unidade que somos, cultivamos essa compreensão interior.

A terceira é a atitude de desapego (abrir mão de algo). Essa é das mais difíceis, até em termos físicos (do próprio corpo). Em cada movimento, usamos, no mínimo, dois conjuntos de músculos: aqueles que provocam o movimento e os que se antepõem. Por exemplo, quando levamos o corpo para frente, os músculos dianteiros puxam o corpo para nos flexionarmos, e os músculos das costas fazem um esforço de compensação. A musculatura vai cedendo, à medida que deixamos o corpo ir. Não será numa vez só, que fizermos os exercícios, que a musculatura vai-se alongar, mas sim, por se praticar algumas vezes, com paciência, e durante “a vida toda”. A cada vez que fizermos, a musculatura irá adequar-se um pouco mais às nossas intenções de flexibilidade e tonicidade. Se o praticante agir com desapego ao rápido resultado, e entregar-se para aceitar os seus limites momentâneos, o seu corpo terá oportunidade de perceber a mudança de atitude para colaborar em sua realização.

Em Yoga, o cuidado é sempre no sentido de evitar o exagero (que podem levar a lesões). Nós já temos a musculatura adequada para o que precisamos, que é carregar o nosso próprio peso. Então, com essa atitude, buscamos soltar tudo o que não precisamos reter. No caso do nosso corpo, são principalmente as costas e toda a musculatura posterior que se habituaram a contrair-se demais.

A quarta atitude é de autoconfiança, algo que devemos praticar na vida social para poder lidar com a rejeição e a realização do que se precisa fazer. Para isso, precisamos ainda mais estar bem conosco mesmo. Os movimentos de autoconfiança são aqueles em que abrimos o peito. Nas posturas de autoconfiança, alongamos a musculatura frontal ou nos envergamos para trás.

São essas as quatro atitudes que, de fato, devemos fazer presentes nos exercícios. Yoga não é coreografia ou dança. O que fazemos nos exercícios, que até podem parecer coreografias para quem está vendo de fora, é praticarmos diferentes atitudes, que podem fazer toda a diferença na nossa vida.

Thadeu Martins