sábado, 5 de fevereiro de 2011

Yoga básico

Fazer e ser. Manter-se atento a essa dualidade é essencial em Yoga. Somos ao mesmo tempo o personagem que está atuando e o ator ou a atriz que testemunha o que fazemos. Observamos e prestamos atenção a quem de fato somos. Assim, evitamos atitudes que não tem a ver com o que somos, que são danosas a nós. O propósito é conseguirmos viver da maneira mais adequada a cada um de nós, de acordo com as circunstâncias.

Os exercícios, chamados de postura, são voltados para o equilíbrio, a respiração, o alongamento e a tonificação. Na prática dessas posturas, são estimuladas quatro atenções: perceber onde se está, perceber as circunstâncias, abrir mão de agir e autoconfiança (com foco no social).

Somos muito cobrados a fazer, a agir. Mas a vida não é só fazer. Muitas vezes, basta a nossa presença, o exemplo que damos. Então, abrir mão, deixar que tudo aconteça naturalmente, é muito importante. Se pararmos para pensar, boa parte do que acontece conosco não depende da nossa disposição de agir: o batimento cardíaco, a temperatura corporal, tudo isso é feito pelo sistema nervoso autônomo. Por isso enfatizamos a terceira atitude, que é deixar-se também seguir no piloto automático.

O importante é que os exercícios sejam uma oportunidade para cada um de nós se descondicionar, perceber as próprias atitudes, respirar bem e recondicionar. Acertar o caminho pela felicidade, por sentir-se bem consigo mesmo e com os outros.

Há quem busque a felicidade como um objetivo a ser alcançado, enquanto outros preferem curtir a caminhada. Qual dos dois tem mais felicidade? Quem atinge os fins ou quem aproveita intensamente o caminho? Provavelmente em algum meio termo, nesse intervalo entre o caminho e a meta deve haver um ponto, uma região de felicidade que atende individualmente a cada um de nós.

Estar disposto a ser feliz já é meio caminho andado...

Thadeu Martins